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Elven Accuracy é muito bom

ou: uma breve história das características mecânicas de elfos em Dungeons & Dragons


Na época do AD&D, era comum encontrar uma galera que jogava com elfos. Não necessariamente por gostar de orelhas pontudas, mas pela quantidade enorme de vantagens que a raça oferecia. Era bônus em ataque, uma combinação enorme de multiclasses, kit pra multiclasse (que, por acaso, era roubadíssimo) e por aí vai. Elfos eram irados, tanto na fluff quanto na mecânica.

Eu não consigo olhar pra Laurana e ver uma elfa

A famigerada 3e


A terceira edição de D&D chegou com uma obsessão por equilíbrio e simulacionismo. É meio bizarro ver como essas coisas conflitam diretamente quando se trata de elfos. Com as opções mecânicas que tinham, eles não eram os grandes magos que o seu texto dizia. Como o uso de armas só lhe dava coisas que guerreiros já tinham, eles também não eram melhores espadachins que as demais raças. O redutor em Constituição prejudicava tanto pontos de vida quanto concentração. A galera ainda jogava de elfo por causa da fluff, mas mecanicamente os elfos eram bem ruins.


Até o roubadíssimo Bladesinger da segunda edição chegou à 3e bem enfraquecido. Parecia que a supremacia elfa tinha acabado.

Haha. Rainbow. Sacou?

Equilíbrio feito do jeito certo


A 4e abraçou essa parada do equilíbrio. Foi aos trancos e barrancos, mas acabou dando certo. E deu certo abandonando qualquer traço simulacionista que pudesse ter restado no jogo.


Oferecendo vários “sabores” diferentes de elfo, a 4e meio que conseguia agradar todo mundo. Com os talentos raciais, era possível emular traços icônicos de cada raça de uma forma que se adequasse a determinadas classes.


E, claro, tinha o Feycharger. Um eladrin feycharger era uma máquina de destruição tão absurda que teve que ser nerfada umas duzentas vezes.


Olha o Pedroka novinho empolgado com o Feycharger














Casa comigo, Elven Accuracy


A 5e tinha como objetivo recuperar uma fanbase que a 4e tinha perdido para Pathfinder. Só que como conquistar uma galera que queria simulacionismo se o design simulacionista já tinha se provado falho? Seria necessário fazer um jogo pior para atrair o público? A solução foi digna de um espadachim arcano dos elfos. Uma ilusão.


A 5e escondeu todas as coisas que funcionavam da 4e sob um verniz de 3e. Então ela pode até parecer simulacionista à primeira vista. Daí quando você percebe que não é… bom, aí você já tá no quinto nível e vamo que vamo, né?


“É claro que esse jogo é simulacionista, meu amigo. Agora compra o mesmo livro físico, no Beyond e no Roll20 pra poder jogar de boas, faz favor.”

Todo o resto desse artigo é meio que uma desculpa pra eu repetir uma coisa que eu falo demais no Contos da Taverna, a mesa presencial de D&D 5e que eu jogo no canal do Gruntar. Elven Accuracy é muito bom.


A 3e já tinha um pouco dessa coisas de talentos raciais. A 4e aproveitou e aprimorou a ideia. Na 5e, como são bem menos talentos, cada um precisa compensar pacas. E rapaz… como Elven Accuracy compensa.


A melhor parte é que ela é o que a galera chama de “half feat”, meio talento. Espera, isso é uma coisa boa! Uma half feat dá +1 em um atributo além de seu efeito especial. Isso significa que, se você está jogando com um personagem que depende principalmente de um atributo só (digamos, Destreza) compensa colocar um valor ímpar nele pra pegar Elven Accuracy na primeira oportunidade.


O efeito do talento é que, quando você faz uma jogada de ataque com vantagem e usando os atributos típicos dos elfos, pode rolar de novo um dos resultados. Na prática, você rola 3d20. Confira no gráfico abaixo os efeitos dessa belezura.



Errar ataques em combate? Isso não te pertence mais, desde que você tenha uma fonte constante de vantagem. Isso torna alguns arquétipos meio meh, como o Samurai e o Champion, bem mais interessantes. O samurai pode ditar quando vai ter vantagem. O Champion tem crítico em 19–20, 10% de chance. Com Elven Accuracy, isso chega a 27%.


Saiba mais


D&D 5e não está disponível em português. Se você quer cair dentro de Elven Accuracy, pode adquirir Xanathar’s Guide to Everything no D&D Beyond. Também pode adquirir o livro físico na Amazon.


Se a grana estiver curta pra comprar essas belezuras agora, você ainda pode passar no cartão de crédito. E se estiver sem cartão você pode usar o Trigg através do app. Use o código TRIGGRPGNOTICIAS para agilizar o processo.


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