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  • Gabriela Thaller

Dungeons & Dragons salvando crianças de suas ansiedades sociais

Uma companhia chamada Game to Grow joga D&D com crianças que possuem problemas de socialização e os ajuda a conectar com seus colegas


Jogos de Dungeons & Dragons envolvem com frequência a temática de “salvar o mundo.” Algumas vezes eles acabam salvando os jogadores. Game to Grow acredita nisso. A companhia usa um experiência sob medida de Dungeons & Dragons como uma plataforma para ajudar crianças que possuem problema de sociabilidade.


O objetivo: prover um espaço seguro para que eles possam resolver problemas e aprender como se expressar. Game to Grow foi uma das parcerias oficiais da convenção de board games Gen Con em Indianopolis na semana passada.

A companhia foi lançada oficialmente dois anos atrás, mas os fundadores, Adam Johns e Adam Davis, possuem mais do que 8 anos de experiência no uso de jogos como meios de ajudar crianças a se sentirem mais confortáveis em situações sociais.

Com sede em Seattle, Game to Grow é uma organização sem fins lucrativos que organiza “terapia em grupos com RPG de mesa” semanalmente para crianças e jovens entre 8 e 20 anos. Eles trabalhar com mais de 50 crianças por semana, e muitas delas se encontram dentro do espectro do Autismo.


Eu tive a chance de conversar com os fundadores – os “Adams”, como eles chamam a si mesmos. Aqui está como Game to Grow funciona e a razão dessa versão de Dungeons & Dragons possivelmente salvar o mundo – pelo menos para as crianças que participam. Alvejando os problemas Se você não está familiarizado com Dungeons & Dragons, ele tradicionalmente envolve explorar um mundo, batalhar com monstros e trabalhar em grupo para encontrar soluções.


O Mestre de Dungeons, ou o Mestre de Jogo, usa uma aventura pré-escrita ou uma criação própria, e então descreve onde você, o jogador, se encontra dentro desse mundo e o que está acontecendo nele. Você conta ao mestre o que você gostaria de fazer como seu personagem. O Mestre então segue um set de regras pré-estabelecidas pelo sistema do jogo para determinar se você foi bem-sucedido em sua ação.

Cada jogador possui um personagem fantasioso – um bruxo, um ladino, um guerreiro ou qualquer outra variação. O Mestre preenche o mundo ao interpretar personagens que os jogadores podem encontrar em sua aventura. Seu objetivo em um jogo pode ser destruir um monstro, mas em outro pode ser conversar com várias pessoas em uma festa para tentar solucionar um mistério, ou convencer um rei a estabelecer paz com um território próximo.

Com Game to Grow, a missão e o jogo são especificamente designados para atingir dificuldades dos jogadores. Os grupos são formados, e os facilitadores chamam os pais para entender cada particularidade, objetivo e desafio de cada criança. Cada sessão dura 1 hora e meia e envolve reflexão de questionamentos antes e depois do jogo, dando aos facilitadores uma chance para ver quais aspectos da história são mais interessantes para cada participante. Muitas crianças envolvidas possuem autismo, TDAH, ansiedade ou depressão, mas Adam Johns chama a companhia de “agnóstica a diagnósticos.”

“Diagnósticos podem ser bem informativos,” ele explica. “Eles podem nos dar informação, mas no fim do dia eu ainda vou querer saber, de verdade, onde estão os objetivos. Alguém tem um diagnóstico de autismo, mas aquilo não me diz nada sobre seus objetivos ou quais são as dificuldades que eles enfrentam.” Enquanto a companhia nasceu da graduação de Adam Davis em teatro-terapia, ele distingue o programa da terapia tradicional em alguns pontos chave. Crianças com dificuldades sociais são ensinadas a como se enturmar e mascarar como eles são para se sentirem melhores. Ele chama de “camuflagem social” e menciona a “vergonha institucionalizada que você carrega com você sendo uma pessoa autista.” Esse não é o objetivo da Game to Grow.

“Nós vemos crianças que estão cansadas da terapia e que não querem voltar para terapia, mas eles chegam ao nosso grupo, semana após semana. É a uma única coisa que eles não querem perder,” diz Adam Johns. “Parte do que nós fazemos é dizer que eles são eles mesmos, e está tudo bem,” dia Adam Davis. “Você pode participar e a gente pode celebrar suas singularidades e suas habilidades únicas.” Espalhando a diversão (Game to Grow foi uma parceira oficial da convenção de board game Gen Con) Tyler Lizenby/CNET Game to Grow possui uma lista de espera.


A companhia escolhe os grupos à mão enquanto procura pela melhor forma de encaixar cada criança, então quando há uma caga disponível, uma criança pode encontrar um grupo em até uma semana. A companhia está crescendo e possui funcionários para facilitar dentro dos grupos, mas você precisa estar dentro da área de Seattle para participar e a demanda só cresce. É aí que entra Critical Core. Critical Core é uma versão comercializada do D&D feito sob medida para ajudar aqueles com dificuldades de sociabilização.

Game to Grow lançou mais cedo durante o ano através de uma campanha de crowdfund em colaboração com a terapista ocupacional Virginia Spielman. O kit de Critical Core inclui guias e aventuras para começar. Está direcionada a terapeutas, pais ou qualquer pessoa interessada em utilizar jogos de roleplay como uma atividade terapêutica. Graças à atenção dada por Matt Mercer à popular Web Series de uma campanha de D&D chamada Critical Role, a campanha de Critical Core ultrapassou o objetivo de arrecadação e tem seu envio previsto neste inverno.


Para a Game to Grow, a expansão é discutida, mas eles ainda estão tentando encontrar a melhor forma de seguir com isso. “A curto prazo, nosso objetivo é expandir nosso grupo para que nós possamos atender mais pessoas dentro da área de Seattle,” disse Adam Johns. Os Adams mencionaram a possibilidade de uma certificação oficial do programa e de expandir sua operação para cidades diferentes no futuro.

Por agora, eles estão treinando terapeutas, professores, bibliotecários e líderes de comunidades através de consultas e apresentações em várias conferências. “Nós sabemos que nunca vamos comandar grupos pelo mundo todo,” afirma Adam Johns. “Preferimos treinar pessoas para que eles possam começar seus próprios grupos.” Funciona? “Mesmo quando crianças dizem que estão bem [no dia a dia], muitas vezes é porque eles nunca tiveram a oportunidade de saber o que é ter um amigo ou o que é se sentir conectado a alguém,” diz Adam Johns. “Quando eles chegam nos nossos grupos eles constroem essa conexão, e a oportunidade de relacionar-se com outras crianças.” Game to Grow não possuem avaliações específicas para determinar o progresso das crianças.

Todos seus resultados são informais – os pais relatam se seus filhos conseguiram lidar com suas dificuldades melhor ou se foram mais sociáveis. Adam Davis nota que a companhia possui um percentual de 94% de retenção como um indicador que as crianças gostam de estar lá e querem voltar. Facilitadores irão checar com os pais o quanto for necessário, mas pela maior parte, uma vez que as crianças estão em um grupo, o foco é dar espaço à elas assim como a estrutura para que eles possam se expressar em um ambiente social amigável. “A coisa mais incrível sobre isso pode estar além de todas as mudanças comportamentais,” Adam Johns diz em tom de alegria, “está na apreciação de vir e fazer algo social que eles nunca fizeram antes.”

Traduzido livremente por Gabriela Thaller.

Texto Original The Dungeons & Dragons game rescuing kids from their social anxieties