Crônicas Perdidas: O Despertar dos Errantes. Entrevista com o autor Marcos Vinicius da Silva Leite Ferreira.

Crônicas Perdidas: O Despertar dos Errantes. Entrevista com o autor Marcos Vinicius da Silva Leite Ferreira.

Crônicas Perdidas: O Despertar dos Errantes é um romance de fantasia escrito por Marcos Vinicius da Silva Leite Ferreira, declaradamente inspirado em aventuras de RPG. Da mesma forma como fizemos com os autores de Acima dos Deuses, Eddas do Ragnarok e O Grupo, entrevistamos o autor para conhecer um pouco mais sobre ele e saber como o hobby influenciou sua obra.

Você pode adquirir o livro digital pela Amazon aqui, e conhecer mais sobre o projeto na fanpage e no blog.

Qual foi o seu primeiro contato com RPG?

Meu primeiro contato com RPG foi por volta dos 12 ou 13 anos, por meio de uns amigos mais velhos que jogavam Vampiro: Idade das Trevas. Depois disso, joguei muito Vampiro: A Máscara, 3D&T e D&D, até aproximadamente 20 anos.

O que você está jogando atualmente?

Infelizmente não tenho jogado mais. Não encontro pessoas para montar uma mesa aqui em Santa Maria – RS, sem falar no trabalho que também toma bastante tempo. Tenho que manter apenas com os clássicos eletrônicos… atualmente tentando fechar novamente Final Fantasy VII.

Já considerou jogos online?

Já tentei jogar online, mas assim como no Magic (também sou muito fã de Magic) não senti a mesma experiência do que jogar com gente conhecida. Ao vivo.

Caso você tivesse um grupo ativo, qual RPG você preferiria?

D&D com certeza. E também o bom e velho 3D&T.

Você apoiou algum dos financiamentos coletivos de RPG recentes?

 Infelizmente não. Mas tenho um projeto futuro de, caso consiga visibilidade e alcance com meu livro, tentar levantar mais o RPG. Criando adaptações da história para sistemas conhecidos ou quem sabe, até mesmo criar o meu próprio sistema.

Como o RPG influenciou o seu livro?

RPG foi o ponto de partida. A paixão por RPG me fez procurar literatura baseada nele e notei que existem poucos livros que realmente incorporem elementos de RPG na sua história, então resolvi eu mesmo criar o meu.
Muita coisa foi adaptada para que leitores que não estejam habituados com RPG também possam curtir a obra. Contudo, tentei bastante não fugir da minha motivação inicial.
Por isso, durante o livro aparecem diversas raças, magias com seus componentes verbais e gestuais, rangers, clérigos, paladinos, druidas, xamãs, elementalistas, pergaminhos, itens mágicos e vários outros elementos de uma boa mesa de D&D ou 3D&T.
A minha maior inspiração foi a adaptação “Tormenta”, apesar da obra ter bastante coisa criada que difere um pouco das descrições exatas dos sistemas de RPG.

Os NPCs mais icônicos de Tormenta são os deuses do panteão. Como é a religião no mundo da sua obra?

Também é baseada em um panteão, com seis deuses e cada um com sua área de influência. Porém, na obra os deuses não são infinitamente poderosos. Eles retiram seus poderes de outro plano e por isso são muito fortes, mas existem diferenças de poder entre eles.

Outra característica marcante desses deuses é que eles podem morrer se enfrentarem outro deus ou criatura tão poderosa quanto eles. Eles têm seus próprios princípios, às vezes parecendo mesquinhos e egoístas. Como pessoas normais.

O inimigo central da história foi criado por um erro desses deuses e por isso a obra explora bastante essa mitologia, principalmente no segundo volume, que será mais voltado a explicar alguns fatos que são apresentados no primeiro.

Em termos gerais, sobre o que é o seu livro?

É a história de um grupo de aventureiros que acabam envolvidos, aparentemente por acaso, em um confronto contra uma raça de criaturas malignas que vem de outro plano para destruir o mundo. Porém, ao longo da jornada, eles vão descobrir que não foi acaso o envolvimento deles e vão descobrir também muito mais sobre o passado dessas criaturas e do mundo em que vivem.

O livro tenta apresentar elementos do background dos personagens e do universo criado para pano de fundo, à medida que conta a história principal.

Por fim: qual é a tendência do Batman?

Eu acho que deveria ser algo do tipo Batman/Foda, porque afinal de contas é do Batman que estamos falando, né… Mas dentro das opções possíveis acho q eu ficaria com Neutro e Bom, na maior parte do tempo.

Mapa do cenário do livro

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Thiago Rosa Shinken é escritor e tradutor freelancer de RPG, já tendo trabalhado várias editoras no Brasil e nos EUA. Ele joga RPG desde os 9 anos, é fã de punk rock, nunca dispensa uma cerveja de trigo e torce pelo Fluminense.

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